Christopher MacCandless in Into The Wild
Vejo-a alta, um vulto branco
perante um mar azul, encrespado
de espuma e de raiva.
Vejo-a vacilante, mas enraizada
um abandono que ali a plantou
um desespero que ali a congelou
Lá, naquelas rochas frias de
negras areias, de seixos redondos.
Vejo-a líquida, como barro que
se desmancha e se molda,
numa transparência impossível
como água que cursa sincera,
mas inescrutável.
Vejo-a toda, e está nua.
Aquilo que a anima
está à superfície.
E é uma rosa pequena,
que sobreviveu ao Inverno
e agoniza na Primavera.
Vejo-a e quero falar-lhe.
Quero que pare e se volte.
Para o que era, o que foi,
Para a vida que a espera.
Mas detenho-me, imóvel.
Vejo-a, e sinto a sua agonia.
Mas quero que escolha.
Quero-a livre e viva.
Vejo-a e é uma mulher.
Olho-a e é o medo.
Encontro-a e é a coragem.
Vejo-a e passei à frente.
E é a liberdade.

Mas que grande coincidência, no dia em que escreves-te este lindo poema revi o filme no canal Hollywood.Um filme para ver e rever.
ResponderEliminarUm filme que é uma inspiração...
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